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domingo, 31 de outubro de 2010

Onde estamos colocando os nossos talentos?

"Quando nos colocamos em oração - entendendo oração como intimidade e diálogo entre duas pessoas que se amam (o Senhor e eu, eu e o Senhor) –, logo nos deparamos com uma grande dificuldade: o que dizer a Deus? Muitas e muitas vezes, no momento da nossa oração, somos invadidos por pensamentos e lembranças, os quais temos até medo de imaginar que possam existir e vir até nós.

Quero dizer que tudo aquilo que o Senhor quer nos falar neste diálogo de amor, que é a oração, não é acerca dos dons, talentos e virtudes que venhamos a possuir; quanto a isso, no máximo Ele quer que agradeçamos e coloquemos tudo a serviço dos irmãos, pois tudo é graça d’Ele. O que Deus quer conversar conosco, na oração, é sobre aquilo que não veio d’Ele, ou seja, nossas misérias, infidelidades, pecados e feridas. Por isso Deus quer curar e transformar todos esses males que temos em nós, em carismas, em vida, em dom.

Contudo, não quero me ater às realidades próprias da nossa oração, mas a tudo aquilo que é dom, virtude, talento, capacidade; realidades que são puro dom, pura graça, pura gratuidade de Deus em nossa vida, para que possamos colocar tudo a serviço dos irmãos. Tudo o que temos, que é presente de Deus, Ele nos deu para que possamos nos santificar, nos tornando canais de santificação para nossos irmãos.

Um dos maiores pecados existentes é o da omissão; maior não no sentido de materialidade de pecado, mas no sentido dos efeitos que ele nos causa, como a paralisação da capacidade de amar a partir dos talentos que Deus nos deu.

Onde estamos colocando os dons que Deus nos deu para a nossa santificação e a santificação dos nossos irmãos? Quantas pessoas estão escondendo seus dons e talentos dentro das vasilhas e embaixo das camas do preconceito, da prostituição, da preguiça e da indiferença religiosa!?

Entendamos que a nossa felicidade passará pelo bom uso dos dons e talentos que Deus nos deu, mas nós reclamamos muito das situações que se encontram em nossa sociedade, no nosso mundo. As dificuldades pelas quais passamos não são porque os maus possuem força, mas porque os cristãos não são melhores, não são santos.

Santidade é colocar tudo aquilo que temos de melhor a serviço dos irmãos, nos gastando por amor a eles e colocando nossas misérias no coração de Jesus para que Ele nos cure para melhor servirmos aos outros.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova"

in http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12059

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Dia das Bruxas

Aí está a invasão publicitária, como em todos os anos nesta época: abóboras, disfarces de bruxas, de fantasmas, de esqueletos, diabos e de morte. E com nomes sugestivos: “Filha das trevas”, “A morte branca”, “Emissário da morte”, “Fantasma do Inferno”.


Para as carteiras menos recheadas, também há forquilhas, cornos e caveiras luminosas e também perucas de lobisomen e dentes de vampiro. Basta entrar nos supermercados e centros comerciais e até mesmo nas lojas de bairro que adultos, crianças e jovens têm uma panóplia para celebrar o Halloween.

A festa das bruxas, que se celebra na noite de 31 de Outubro, coincide com a véspera de todos os santos. Todos os anos a Santa Sé alerta para o carácter pagão do Halloween que "tem um pano de fundo de ocultismo e é absolutamente anticristã" (L’Osservatore Romano). Alguns bispos na Europa alertam os pais para esta onda de paganismo e apresentam alternativas curiosas: as Holywins - que brinca com as palavras "Santo" e "Vencer" - lançada pela diocese de Paris para juntar os jovens e crianças na noite de 31 de Outubro.

Também os bispos do Reino Unido deixam um apelo para que as crianças se disfarcem de santos, em vez de bruxos e diabos, porque a palavra Halloween deriva da expressão inglesa “All Hallow’s Eve”, ou seja “Véspera de Todos os Santos”.

Que bom seria se os portugueses encontrassem alternativas para testemunhar a fé e a esperança cristã diante da morte, em vez de celebrarem o Dia das Bruxas.

in RR

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A SITUAÇÃO DO PAÍS

Vale a pena ouvir...

Ser católico numa Igreja 2.0

A internet não tem funcionado como uma rede, na Igreja Católica. A maior parte das presenças apenas disponibilizam informação e não proporciona a participação da comunidade, não permitem a interactividade.
A partir desta constatação, Jesús Colina, Director da Agência Zenit e da H2O News (agência de notícias e serviço multimédia sediado no Vaticano), desafiou os participantes no Congresso Internacional sobre a Imprensa Católica a desenvolverem projectos virtuais que se transformem numa oportunidade de encontro.
“Quando a Igreja comunica na internet como comunhão, em comunidade, a realidade deixa de ser virtual para se converter em real, pois coloca em contacto o navegador com a vida real da diocese, da paróquia ou da comunidade”, afirmou Colina. E essa é a interactividade por excelência.
O modelo de comunicação web 2.0 ilustra o ideal das comunidades cristãs. “A indústria da web 2.0 “roubou” à linguagem cristã o modelo de comunicação que procura”, referiu o director da H2O News. Na web 2.0 as comunidades vivem “em comunhão”.
As diferentes estruturas da Igreja Católica enfrentam, neste momento, o desafio de incluir a interactividade nos projectos digitais que possuem. Por exemplo, nas páginas diocesanas, onde os sítios da internet não podem ser apenas para “falar” mas para “escutar”.
A internet deveria ser o reflexo da vida da diocese e não simplesmente um instrumento de comunicação institucional do gabinete de comunicação e relações pública da diocese. A interactividade autêntica tem lugar quando a vida real é fielmente reflectida (não representada) no espaço virtual”, afirmou Jesús Colina.
Para que tal acontece, Jesús Colina defendeu a necessidade de acontecer uma “conversão pastoral e profissional” às ferramentas de comunicação interactivas.
Ideias defendidas pelo director da Agência Zenit e H2O News no Congresso sobre Imprensa Católica, que decorre no Vaticano entre os dias 4 e 7 por iniciativa do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, onde estão em debate os desafios que as ferramentas digitais colocam à imprensa católica.

in http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=81836

domingo, 18 de julho de 2010

Cair na mentira

Quem não acredita em Deus, acaba por acreditar em tudo o resto. Horóscopos, amuletos, superstições de vária ordem, búzios, ferraduras, deitar as cartas, pêndulo, tarot, espiritismo, magia... 
Enfim, basta ler alguns jornais e revistas da moda para perceber o sucesso que estas práticas têm hoje. 

Os que se consideram mais esclarecidos, caem também noutras práticas que, afinal, vão dar ao mesmo: feng-shui para decorar as casas, de modo a contentar os espíritos, ou reiki, para libertar energias através das mãos... É o que está a dar! 

E o sucesso em Portugal destas práticas de paganismo merece agora honras televisivas, com mortos a falarem para as câmaras através de espíritas... 

Sim, tudo isto é possível, garantem sacerdotes que praticam exorcismos. É essa uma das ciladas do demónio: recorrer a forças ocultas, desviando as pessoas da graça de Deus. A outra é convencer-nos de que o diabo não existe. 

Muitos riem-se de tudo isto. Mas o que é certo é que há muita gente a sofrer por ter caído nestas e noutras armadilhas que o pai da mentira sabe criar.


http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=125&did=111740

segunda-feira, 12 de abril de 2010

"O Paradoxo do Nosso Tempo"

"Nós falamos demais,
amamos raramente,
odiamos frequentemente.
Nós bebemos demais,
gastamos sem critérios.
Dirigimos rápido demais,
ficamos acordados até muito mais tarde,
acordamos muito cansados,
lemos muito pouco, assistimos TV demais,
perdemos tempo demais em relações virtuais,
e raramente estamos com Deus.
Multiplicamos nossos bens,
mas reduzimos nossos valores.
Aprendemos a sobreviver,
mas não a viver;
adicionamos anos à nossa vida
e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua,
mas temos dificuldade em cruzar a
rua e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço,
mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores,
mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo,
mas não nosso preconceito;
escrevemos mais,
mas aprendemos menos;
planeamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar
e não, a esperar.
Construímos mais computadores
para armazenar mais informação,
produzir mais cópias do que nunca,
mas nos comunicamos cada vez menos.


Estamos na era do 'fast-food'
e da digestão lenta;
 do homem grande, de carácter pequeno;
lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos,
vários divórcios,
casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas,
fraldas e moral descartáveis,
das rapidinhas, dos cérebros ocos
e das pílulas 'mágicas'.
Um momento de muita coisa na vitrina e
muito pouco na dispensa.

Lembre-se de passar tempo com as
pessoas que ama, pois elas
não estarão aqui para sempre.
Lembre-se dar um abraço carinhoso
a seus pais, a um amigo,
pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer " eu te amo" à sua
companheira(o) e às pessoas que ama,
mas, em primeiro lugar, ame-se.
 Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.


Por isso, valorize sua família,
seus amores, seus amigos,
a pessoa que o/a ama,
e, aquelas que estão
sempre ao seu lado."

George Carlin,
(12 de Maio de 1937 — 22 de Junho de 2008)

terça-feira, 2 de março de 2010

Tempo de Quaresma

Olá Amigos,

ouvi este comentário na RR da Aura Miguel e achei interessante partilha-lo convosco.

"Não fazemos mal a ninguém, até vamos à missa e ajudamos de vez em quando os que precisam, tentamos não fazer asneiras durante a Quaresma e achamos que assim nos convertemos.

Nada disso! Converter-se significa fazer uma inversão de marcha no caminho da vida! E quem o diz é Bento XVI, no início desta Quaresma: a conversão não é só ajustar um aspecto na vida, mas é andar contra-corrente, justamente quando a corrente é o estilo de vida superficial, incoerente e ilusório que nos arrasta e domina ou, então, faz de nós prisioneiros da mediocridade moral.

Se fizermos este percurso, percebemos que somos pó e ao pó regressaremos. É esta a ideia do Papa e da Igreja: pôr-nos no nosso lugar! Ajudar-nos a tomar consciência de que somos pó, mas um pó precioso aos olhos de Deus."

Aura Miguel